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História do Tibia

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1 História do Tibia em Dom Maio 05, 2013 10:36 pm

Capítulo 1 - O Despertar dos Deuses
No início havia apenas umgrande vácuo. Estava emtodo lugar e emlugar algum.Neste vazio duas poderosas entidades
apareceram, sendo por fimconhecidas como os deuses anciões: Fardos, o Criador e Uman Zathroth, que combinava emsi mesmo
duas metades desiguais. Uma dessas metades era Uman, o Sábio, umdeus benigno abençoado como intelecto divino, enquanto
Zathroth, o Destruidor, era a metade sombria. Estas eramas duas metades de uma única entidade enigmática, e mesmo cada um
deles sendo perfeitamente capaz de agir por si só exatamente como se fossemindependentes, independentes eles não eram. Eles
foramatados juntos por umvínculo eterno que não poderia ser quebrado, e seu destino é um.Ninguémsabe de onde os deuses
anciões vieramou se sempre existirame por fimdespertaramdo sono infinito. Mas emalgummomento eles decidiramcriar um
universo. Certamente Fardos foi o iniciador, pois ele era dirigido pela necessidade de criar e dar vida. Ele estava transbordando de
poder criativo e impaciente para liberá-lo, então ele adentrou a existência e começou a soltar seus poderes. Entretanto nenhuma
de suas tentativas de criar obteve sucesso. Todas as suas criações eramengolidas pelo vácuo antes mesmo que fossem
completadas e nenhuma sobreviveu.Uman Zathroth observou as realizações de Fardos cuidadosamente. Uman era sagaz e possuía
impressionantes poderes mágicos. Mais importante, entretanto, ele era dirigido por uma insaciávelfome por conhecimento e
iluminação. Emsua essência ele assemelhava-se comFardos, mas enquanto Fardos trabalhava abertamente e logicamente, o
domínio de Uman era o reino do mistério. Ainda assim, ele compartilhava o interesse de Fardos na criação, enquanto que seu lado
sombrio, Zathroth, era essencialmente corruptivo. Zathroth era umdeus presunçoso que estava dolorosamente consciente de que
seus próprios poderes criativos erampobres. Por isso ele olhou para o trabalho criativo de Fardos cominveja, e desde o início ele
estava determinado a evitar ou ao menos corromper isso de qualquer forma que ele pudesse. Fardos, que de nada suspeitava,
pediu o seu auxilio porque havia aceitado o fato de que ele não alcançaria a criação sozinho, mas é claro que Zathroth se recusou.
Uman, entretanto, concordou emajudar. E deste ponto ele e Fardos trabalharamjuntos no grande projeto que era a
criação.Infelizmente seus esforços combinados tiveramquase nenhumsucesso a mais. Exatamente como antes, tudo que Fardos e
Uman criavamera engolido pelo vácuo logo que vinha a existir, e os dois deuses tristemente viamsua criação escorrer entre seus
dedos como água através de uma peneira. Por outro lado, Zathroth, que observava seus esforços desconfiado, regozijou-se. Ele
zombou de seus esforços. Entretanto, sua alegria transformou-se emsurpresa e raiva quando descobriu que algo estranho havia
acontecido, algo que talvez nemUman nemFardos esperassem. Ninguémsabe exatamente qualfoi a causa. Talvez o poder que fora
gasto tenha atraído uma outra entidade para fora do vácuo, ou pode ser que tenha simplesmente despertado outra entidade divina
de seu sono. Alguns ainda clamamque por algumprocesso misterioso o poder gasto por Uman e Fardos na verdade criaramuma
nova entidade. Qualquer que seja a verdade, uma nova deusa saiu do vácuo como uma sereia recémnascida de sua concha. Os
assombrados deuses anciões assistiramsua beleza divina emreverente admiração, pois tudo nela tinha uma harmonia perfeita. Eles
concordaramemchamá-la de Tibiasula. Zathroth, entretanto, estava ao lado e enfureceu-se emumódio silencioso. Mas astuto
como ele era, escondeu bemseu ressentimento e fingiu partilhar a alegria dos outros deuses anciões.

Capítulo 2 - A Grande Criação

Emsua divina sabedoria Uman percebeu que Tibiasula poderia ser uma poderosa aliada emseu projeto de criação, e logo a convidou
para juntar forças comFardos e ele próprio para trabalhar na gigantesca tarefa que se colocava para eles. Tibiasula, que também
estava intrigada coma idéia da criação, foi facilmente convencida. E então passou a existir três criadores onde previamente
havia apenas dois, e juntos eles começarama trabalhar comrenovado vigor. Desta vez, entretanto, eles escolheramuma
abordagemdiferente. Uman, a quema natureza destinou a revelar segredos e ter discernimento, percebeu que alguma coisa
estava faltando, umponto fixo, umfundamento firme onde a criação poderia ser construída. Semisso, não haveria jeito de focar
as cruas forças criativas, e todos os esforços dos deuses seriamemvão. E assimUman inventou o tempo! Ele sabia que se o vácuo
fosse colocado emmovimento e sujeitado ao fluxo eterno do tempo seria muito mais fácilde focar seus poderes divinos.Mas
primeiro o tempo deveria ser criado. Comessa finalidade, todos os deuses combinaramseus poderes. Mesmo Zathroth, a metade
má de Uman que abertamente desprezava a criação, estava fascinado pela idéia do tempo, e concordou emauxiliar os outros
deuses anciões emseus esforços. Esta oferta foi aceita de bomgrado, pois os outros deuses não sabiamentão o que ele havia visto
claramente desde o início: que o tempo carregava uma semente de destruição. Ele entendeu que ummundo que estava sujeito a
passagemincessante do tempo estaria condenado a perecer vagarosamente, e foi por isso que ele aceitou de bomgrado ajudar
nessa criação. E então veio a acontecer que por uma vez todos os deuses anciões trabalhavamjuntos e lançaramseus poderes
combinados no vácuo. E quando finalmente uma imensa espiraltomou forma no vácuo, a coluna de cristaldo tempo que seria o
fundamento de toda criação, os deuses regozijaram-se. Zathroth, entretanto, alegrou-se ainda mais do que demonstrou porque ele
sabia que agora toda criação seria imperfeita de ummodo que nunca poderia ser desfeito.Zathroth se opôs a idéia da criação
desde o inicio, e ele secretamente jurou frustrar os planos dos outros deuses por quaisquer meios necessários. Comessa finalidade
ele havia auxiliado eles na criação do tempo, e esta foi a razão pela qualele finalmente decidiu matar Tibiasula. Ele guardava rancor
contra a deusa desde quando ela havia sido criada porque ele detestou dividir seu status divino comainda outra divindade.
Entretanto sua antipatia se tornou ódio mortalquando ele viu que Tibiasula preencheu comsucesso o buraco que ele, Zathroth,
havia deixado por recusar-se a participar na criação. Finalmente ele decidiu-se emfazer o impensável. Ele secretamente criou uma
adaga de grande poder onde ele acumulou todo seu ódio e seu poder destrutivo, uma arma apropriada para matar umdeus. Então
ele pôs-se a esperar, aguardando o momento perfeito. E certamente esse momento veio. Umdia fatídico, quando os outros deuses
haviamexaurido seus poderes para finalizar a poderosa coluna do tempo, Zathroth usou a oportunidade e chamou Tibiasula a
parte. Inocente e perfeitamente inconsciente das intenções maliciosas do seu companheiro deus, Tibiasula foi uma presa fácil.
Zathroth cravou a lâmina emseu coração comtoda a força que poderia ter. Mortalmente ferida a deusa caiu ao chão, e para fora
de seu corpo definhando sangraramos elementos fogo, água, terra e ar – os componentes de sua existência divina que haviamsido
derramados fora de sua antiga harmonia pela vergonhosa traição de Zathroth.Quando souberamda abominávelação, Uman e
Fardos ficaramchocados. Eles tentarammanter a agonizante Tibiasula, esperando impedi-la de desintegrar-se no vácuo, de
escorregar de suas mãos como suas criações anteriores. Quando tudo o mais havia falhado eles vieramcomumplano desesperado:
eles decidiramelaborar umpoderoso feitiço que iria unir o corpo definhante de Tibiasula a coluna do tempo. Zathroth gargalhou em
zombeteiro triunfo, mas desta vez ele cometera umerro crucial, porque ele falhou emouvir cuidadosamente as palavras que Uman
e Fardos proferiram, e então ele perdeu a única chance de aprender o segredo da criação, umsegredo que seria escondido dele
para sempre. Uman e Fardos, entretanto, trançaramos indefiníveis elementos empoderosos fios. Estava alémde seus poderes unilos emsua harmonia anterior, mas ao invés disso eles obtiveramalgo que era completamente novo: a primeira genuína criação.

Capítulo 3 - O Nascimento dos Elementos

Então veio a acontecer que Tibiasula, a essência viva de toda a criação, nasceu. Era derivada do elemento terra, enquanto que
Sula, o poderoso mar ondulando gentilmente contra a costa de Tíbia, foi criado do elemento água. O ar ergueu-se sobre a criação e
espalhou-se como umcobertor protegendo sobre tudo, enquanto o fogo veio a estar no fundamento, aquecendo a terra comsuas
chamas eternas. Finalmente todos os elementos colocaram-se emseus lugares para formar o mundo, e cada parte individualda
Deusa estava cintilando comenergia divina! Infelizmente, entretanto, eles eramtodos selvagens e impetuosos, dirigidos por seus
impulsos naturais. Estava claro que nenhumdeles havia herdado o gentilespírito de Tibiasula– a harmonia havia sido destruída para
sempre. Entretanto, Uman e Fardos não desistiram. Eles decidiramcriar algo novo dos elementos, algo que se parecesse com
Tibiasula ou pelo menos honrasse sua memória. Por uma eternidade eles estudaramos elementos, até finalmente fazeremuma
importante descoberta – os elementos carregavamconsigo sementes de novas criações, sementes que iriamdar frutos se umdos
deuses anciões unir-se comos elementos. E veio a acontecer que os deuses haviamfinalmente descoberto o segredo da vida.
Fardos foi o primeiro a tentar. Ele uniu-se ao elemento fogo, e o fogo deu-lhe duas crianças: Fafnar, uma filha, e Suon, umfilho.
Logo esses dois deuses tomaramseus lugares de direito na criação. Eles escolheramviver no céu que se estendia sobre a criação.
E então veio a acontecer que dois sóis ergueram-se sobre a criação para derramar sua luz sobre ela.Infelizmente, entretanto, eles
erambemdiferentes emseu temperamento, e eles não se entenderambem. Enquanto Suon era calmo e atencioso, sua irmã Fafnar
era imprudente e selvagem, e ela descuidadamente devastou o mundo comsuas chamas. Finalmente Suon perdeu a paciência com
sua irmã. Ele atacou-a e uma furiosa luta seguiu-se. Neste combate Suon prevaleceu porque ele era mais forte que sua irmã, e
então Fafnar virou-se para fugir através do céu, tentando alcançar a segurança do inferno onde o fogo, sua mãe elemental, vivia.
Entretanto Suon seguiu sua irmã mesmo emseu refugio no inferno, e então Fafnar partiu novamente cruzando o céu. Suon
continuou sua implacávelperseguição, e ele assimo faz até hoje. Esta é a razão pela qualtodo dia ambos os sóis desaparecemno
horizonte por umtempo, fazendo a terra cair emescuridão.Agora Uman tentou sua sorte. Ele uniu-se coma terra que como
sabemos é chamada de Tibia. E a terra pariu Crunor, o Senhor das Árvores. Este deus era cheio de graça e vitalidade. Assimcomo
Fafnar, sua prima caprichosa, Crunor amava sua própria forma, mas ele era mais sábio que ela e muito mais modesto. Ele logo se
tornou umcriador de coisas vivas, porque ele era inspirado pela criação e pela milagrosa dádiva da vida. Ele fez as plantas a sua
própria imageme colocou-as no corpo da mãe Tibia, até elas cobriremtoda a sua face como umbelo vestido. Então Fardos uniu-se
como ar, e ele criou Nornur, o Deus do Destino. Nornur invejou a magnífica forma de Crunor porque ele havia herdado a forma
frágile delicada de sua mãe, e de fato seu corpo tinha pouco mais substância do que uma nuvempassageira ou uma canção no
vento. Ele pediu ao seu criativo primo para ajudá-lo a conseguir umcorpo sólido para si, mas não importa quão duro os primos
tentaram, eles não encontraramuma solução. Nornur sempre era o que tinha sido emprimeiro lugar: umdeus etéreo, a sombra de
uma sombra. Para consolar seu triste primo, Crunor sugeriu a Nornur que ele deveria pelo menos criar algumser vivo que
pertenceria a ele, então ele poderia se manifestar emseus servos. E então veio a acontecer que as aranhas vieramao mundo,
elegantes e lúgubres criaturas que podiamtecer tênues teias de grande beleza. Frágeis e fugazes, essas delicadas teias
assemelhavam-se a efêmera forma de Nornur.Finalmente, Uman uniu-se comSula, o mar, e essa foi a hora emque Bastesh, a
Soberana dos Mares, foi concebida. Ela era excessivamente bela, e Uman e Fardos ficaramtristes quando eles a viram, por ela
lembrar-lhes de Tibiasula, a ancestraldivina de Bastesh. Mas oh, deuses! Sua beleza não duraria. Quando Fafnar, a vaidosa deusasol, observou Bastesh, explodiu emciúmes e atacou-a comtoda a fúria de seu orgulho ferido. Profundamente cravou suas
flamejantes garras no delicado corpo da deusa recémnascida, e se não fosse pelos outros deuses ela a teria despedaçado. Esse foi
o momento emque Suon decidiu punir sua irmã por seus crimes, e como uma punição justa ela foi sentenciada a continuar seu vôo
eternamente, fugindo através dos céus de Tibia da fúria de seu irmão. Bastesh, entretanto, nunca se recuperou totalmente dos
terríveis ferimentos infligidos pela sua ciumenta prima. Sua beleza havia sido arruinada quase imediatamente após ela vir ao
mundo, mas pior ainda eramas cicatrizes que ela levava dentro de si. Ela cresceu para ser tímida e melancólica, preferindo a
solidão silenciosa do oceano cujo dizemque as águas são salgadas devido as suas lágrimas incessantes. Entretanto, ainda que ela
raramente se comunique como mundo exterior sua presença foi revelada pela abundancia de criaturas marinhas que logo vierama
povoar o oceano.

Capítulo 4 - As Primeiras

Zathroth observava o progresso da criação comira e desgosto. Se ele tivesse os meios, ele teria destruído a criação ali, naquele
momento. Entretanto ele sabia que lhe faltava o poder para fazer isso, especialmente agora que Fardos e Uman estavamcientes de
suas intenções e o observavamatentamente. Ele teria de recorrer a outros meios para trazer a ruína a criação. Foi por esta
razão que ele observou o conceito da vida comgrande interesse, porque ele previu claramente que ummonte de prejuízos poderia
ser feito comisso. Assimcomo ele repugnava a maioria dos deuses que haviamcriado, havia umque prendeu sua atenção. Os
instintos básicos de Fafnar e seus poderes destrutivos não falharamemimpressioná-lo, e então umplano veio a sua mente. Ele a
bajulou comelogios e logo obteve sucesso emseduzi-la. AssimBrog, o Feroz Titã, foi concebido. Uma abominação excessivamente
feia que tinha apenas umolho emsua imensa cabeça, Brog havia herdado pouco da astúcia de seu pai e nada de sua cautela, ainda
que ele fosse forte e ameaçador, e o coração ardente e selvagemde sua mãe queimava dentro dele.Enquanto crescia, Brog era
atormentado pelo fogo que queimava emseu interior, até que umdia, quando isso cresceu de maneira insuportável, ele invocou
todo o seu poder mágico e liberou o tanto quanto pode da dolorosa chama sobre o mundo. A abrasadora chama misturou-se comsua
fúria, e disso surgiu Garsharak, o primeiríssimo dragão, que mais tarde procriou uma raça inteira de lagartos gigantes e
inteligentes, uma raça que viria a trazer terror e caos a Tibia. Brog observou a terrívelcriatura que ele havia criado certamente
por acidente, ele exultou ao ver o quão feroz e poderoso ela era. Ainda que fosse estúpido, ele tambémhavia recebido o domde
criar a vida, como qualemumato de vaidade ele criou os ciclopes a sua própria imagem.Zathroth observou os experimentos de
Brog comgrande interesse. A muito que ele não guardava seu filho emalta estima, mas aqui estava algo para o que ele
reconhecidamente tinha algumtalento. Mesmo que ele não entendesse as leis da vida por si mesmo ele sabia que o domde Brog
poderia provar ser umgrande recurso. Ele chamou seu filho e falou pra que prosseguisse comseus experimentos, incitando-o a
criar algo mais apavorante e destrutivo que os ciclopes. Ainda que esses gigantes fossemfortes e ferozes, eles não eramtão
destrutivos quanto ele queria que fossem. De fato, devido ao seu amor pela mineração e pela forja os ciclopes eramuma raça
criativa mais do que destrutiva. Pior, eles não estavamse propagando rápido o bastante para fazê-los uma ameaça reala criação.
Por essa razão Brog criou os trolls e os goblins, raças que erammais fracas que os ciclopes, mas propagavam-se muito mais rápido.
Entretanto sua indiscutívelobra de arte foramos orc, uma raça de guerreiros terríveis e decididos que viviamapenas para
expandir e conquistar. Logo eles haviamse espalhado sobre toda Tibia, e eles eramo flagelo de tudo que estava vivo.

Capítulo 5 - A Era do Caos

Uman olhou insanamente para o dano que sua metade má havia feito para a criação na qualFardos e ele haviamtrabalhado tão
duramente. Ele sentiu que Zathroth havia finalmente ido longe demais. Emseu desespero ele voltou-se para Fardos a procura de um
conselho. Juntos eles decidiramque seria melhor cortar a ligação entre Uman e Zathroth de uma vez por todas. Eles concentraramse nesta tarefa comgrande energia, e seus esforços logo pareceramser coroados como sucesso. Entretanto, quanto mais fraca a
ligação entre Uman e Zathroth ficava, mais fraco o próprio Uman tornava-se, e no fimeles perceberamque a dualidade não poderia
ser separada semcolocar emperigo a própria existência de Uman. Por fima tentativa foi abortada. Uman teve de aceitar o fato
de que a dualidade entre Zathroth e ele mesmo não poderia ser quebrada, e era seu realmente seu destino que suas existências
fosseminterligadas por toda eternidade.
Entretanto os esforços de Uman e Fardos não ficaramtotalmente semconseqüências, durante a tentativa fracassada de separar
os deuses duplos uma pequena parte separou-se, e esse minúsculo pedaço cresceu e expandiu-se até tomar forma e por fimtornouse uma criatura consciente. Essa foi a hora emque Kirok, o Louco, nasceu. Devido a sua peculiar descendência este estranho deus
tinha uma natureza distorcida ou, como alguns dizem, esquizofrênica. Por umlado ele havia herdado a mente criativa de Uman e
sua natureza inquisitiva, então ele acabou por tornar-se o deus patrono de todos os que seguemo caminho das ciências e
pesquisas. Entretanto a característica mais famosa de Kirok era seu senso de humor perturbado. Ele adorava brincadeiras
engenhosas e de mau gosto, e essa característica peculiar fez dele o favorito entre os bardos, bufões e todos os tipos de pessoas
suspeitas.
Enquanto Fardos e Uman trabalhavamarduamente emseu feitiço, as legiões de Zathroth destruíama preciosa criação dos deuses
anciões, e a devastação continuava sempausa. Parecia que o mundo inteiro estava condenado a perecer. Entretanto, alguns dos
deuses menores cansaramde apenas assistir enquanto sua amada Tibia era devastada. Eles decidiramlevantar resistência contra
as temerárias hordas. Bastesh, a Soberana do Mar, criou criaturas imensas e misteriosas que eramtão terríveis quanto elegantes,
e ela povoou seu amado oceano comelas para garantir que as legiões de Zathroth nunca poluíssemsuas puras águas. Entretanto,
havia pouco que ela pudesse fazer por seus primos que viviamemterra seca. De todas as suas criaturas as únicas a sobreviver em
terra eramas ágeis e venenosas serpentes. Crunor e Nornur tambémcriaramcriaturas para lutar contra as hordas de Brog e
Zathroth: Crunor, o Senhor das Árvores, criou temíveis lobos, enquanto Nornur equipou suas amadas aranhas comveneno mortal
para fazê-las mais poderosas.
Entretanto, mesmo comtodos os esforços, os deuses não puderamcriar criaturas que fossempáreo para as cruéis e bem
organizadas hordas que perambulavampela terra. Os esconderijos dos lobos e os exoesqueletos quitinosos das aranhas não
puderamresistir ao aço das lâminas órquicas, e para cada trollderrubado por veneno vinhamoutros dois para tomar o seu lugar.
No finalas crianças dos deuses recuarampara áreas fáceis de defender: os lobos desapareceramnas profundezas das florestas,
enquanto as aranhas esconderam-se profundamente nas cavernas. Lá eles continuaramsuas lutas, defendendo seus reinos contra
o ataque violento do inimigo superior. Essas pequenas bolsas de resistência eramos únicos santuários emummundo que afundava
cada vez mais no caos. E o pior ainda estava por vir, agora os dragões sentiramque havia chegado a hora de pegar o que lhes era
de direito!
Por séculos eles se propagarame expandiramemsilêncio, despercebidos por todas outras criaturas. Mas agora que Garsharak, o
primeiro e mais forte de sua raça, enviou-lhes ao mundo eles não conheceramnemcontrole nemmisericórdia. Os exércitos
órquicos foramguiados pelas inexoráveis chamas do fogo mágico dos dragões, e logo essa orgulhosa ainda que bárbara raça, que
até então não havia conhecido o significado da palavra derrota, foi dirigida ao abrigo de acampamentos subterrâneos. Seus
aliados, os poderosos ciclopes, não se saírammelhor. Embora eles tenhamobtido umnúmero notávelde vitórias usando suas
poderosas armas e armaduras, eles tambémtiveramde render-se ao poder superior dos terríveis dragões. Eles juntaram-se aos
seus antigos aliados, os orcs, e seus primos fracos, os trolls, emseu exílio subterrâneo. Suas orgulhosas cidades que haviamsido
construídas ao longo dos séculos foramqueimadas e derrubadas, e suas renomadas forjas foramperdidas para sempre.
Assimos dragões tomaramo controle da terra, mas a guerra não havia acabado.
Seus inimigos implacáveis, ciclopes e orcs, ressentiram-se do seu aprisionamento nas entranhas da terra, e eles continuarama luta
de seus esconderijos subterrâneos. E de fato os dragões, que já haviamenfraquecido ao longo das batalhas anteriores, sofreram
sérias perdas. Mas agora a guerra tambémestourou entre os antigos aliados, visto que ciclopes e orcs competiampor comida e
espaço emsuas residências subterrâneas. E já que nenhumdos lados era forte o bastante para superar os outros a guerra
continuou comforça total, e todas as raças sofrerammuito no conflito épico. Corpos espalhavam-se pela terra, e enquanto
parecia que a vida seria limpada da face de Tibia as perdas de todas as raças envolvidas crescia emnúmero diariamente. Era como
se a vida fosse ser enterrada pelos corpos assassinados.
Os deuses anciões assistirama batalha cataclísmica que se seguia. Eles não sentirampena por esses que eramassassinados por que
eles pouco se importavamcomas criaturas de Zathroth, mas eles sabiamque algo estava se perdendo, que alguémteria de cuidar
dos corpos e almas desses que haviamdeixado de viver. Eles começarama procurar por uma solução, e finalmente Uman propôs que
umnovo deus deveria ser criado, umdeus que deveria ver que os mortos deviamser cuidados. Eles decidiramque a terra, que por
umlado era aquela que dava a vida, deveria ter parte emtomá-la de volta, e que Uman deveria ser o pai do novo deus. Mas oh,
deuses! Os deuses anciões não foramtão cautelosos quanto deveriamter sido, e então Zathroth, o Destruidor, soube de seus
planos muito cedo. Ele estava fascinado pela idéia da morte desde o início, porque ele viu nisso uma nova chance de trazer a
destruição e devastação ao mundo. Logo ele havia preparado umplano cruel. Ele passou-se pela sua boa metade Uman para
enganar a terra, e comisso ele gerou umoutro deus: Urgith, o Mestre dos Morto-vivos. Essa horrenda divindade era devotada a
morte do modo que os deuses Uman e Fardos tinhamemmente, mas ele não era o benigno guardião dos mortos que eles haviam
vislumbrado. Ao invés, Urgith era umdeus cruelque empenhou-se eminfundir os corpos dos morto comenergia profana,
condenando-os a umestado que não era nemvida nemmorte. Assim, a hora do nascimento de Urgith marcou o inicio dos mortovivos.
Logo inumeráveis morto-vivos vagavampelo mundo. Depois de tudo, Tibia ainda estava coberta pelos incontáveis corpos de orcs
assassinados, ciclopes e outras criaturas – o legado de muitos anos de guerra incessante. Estes cadáveres proviamUrgith como
campo de recrutamento ideal, e ele avidamente transformou todas as carcaças emque pode colocar as mãos emseus repulsivos
servos. Os deuses assistiramhorrorizados enquanto umnovo flagelo devastava sua amada criação. Eles apressaram-se em
finalmente por seu plano inicialempratica, e Uman uniu-se coma terra para gerar Toth, o Sentinela das Almas. Seria sua missão
guiar comsegurança as almas dos mortos para o outro mundo, onde eles iriamseguramente descansar na paz de umsono eterno e
semsonhos, enquanto os vermes, seus fiéis servos, aglomeravam-se para devorar seus corpos que se dispersavam-se pela face de
Tibia. Mas o estrago estava feito, e mesmo Toth e seus servos fazendo o melhor que podiamas medonhas criações de Urgith
continuavama vagar pela terra. Todas as outras criaturas, que já estavamenfraquecidas pelas guerras semfim, puderamcolocar
pouca resistência ao novo inimigo que crescia emforça a cada baixa que eles sofriam. Parecia que Tibia estava condenada para
sempre a ser ummundo que era habitado pela morte viva.
Os deuses anciões olharamao que havia acontecido ao seu mundo, e seus corações encheram-se de tristeza e ressentimento. Eles
sabiamque se não agissemnaquele momento Tibia estaria destinada a se tornar umcemitério, e então começarama procurar uma
solução. Finalmente eles concordaramemtentar criar uma raça consciente de si mesmo, uma raça que poderia ser forte o
bastante para assumir a luta contra as hordas que devastavamseu amado mundo. E então eles criaramuma raça e enviarama
Tibia. Mas oh, deuses! Os subordinados de Urgith erammuito fortes. Sua raça foi derrotada emuma geração, e foi varrida da face
de Tibia. Então Uman e Fardos criaramraça após raça, e raça após raça foramsubjugadas pelas cruéis abominações que Urgith
havia lançado no mundo. A maioria dessas raças desapareceramda face de Tibia para sempre, deixando pequenas e melancólicas
lendas e misteriosas ruínas. Hoje, esta triste época que é comumente conhecida como a Guerra dos Corpos é basicamente coberta
de mistérios, e as infortunadas raças que foramdestruídas nela são agora conhecidas como os anciões.
Entretanto, nemtodos os anciões foramerradicados no furioso conflito. Pelo menos duas das raças criadas pelos deuses anciões no
decorrer desse confronto épico de alguma forma escaparamda destruição e sobrevivematé hoje. Umdeles são os elfos, delicadas
criaturas que podemmanejar arcos e instrumentos musicais comigualperícia. Os outros são os anões, uma valente raça de
talentosos mineiros e ferreiros. Ambas raças lutarambravamente, mas ambas tiveramde render-se ao cruelpoder de seus
inimigos, e foi apenas fugindo para a segurança de refúgios que eles conseguiramsobreviver. Os elfos após muitas privações
procuraramabrigo na impenetrávelprofundeza das florestas, enquanto os anões entrincheiraram-se emsuas impenetráveis
fortalezas profundas nas montanhas de Tibia. Lá, essas raças aguardarampor tempos melhores, amargamente lastimando o cruel
destino que havia mandado-os neste terrívelmundo. Mas ao menos eles haviamsobrevivido. Todas as outras raças anciãs foram
aparentemente sentenciadas ao esquecimento, embora ocasionalmente é alegado que existemoutros sobreviventes.
Por toda sua força, essas raças tinhamuma importante falha emcomum: lhes faltava flexibilidade. E isto se provou fatalna guerra
contra os inexoráveis inimigos que eles enfrentavam. Aqueles que não foramaniquilados sucumbiramàs tentações de Zathroth.
Mais de umdos anciões caiu pelas astutas promessas de Zathroth de poder e conhecimento, e a lenda é que os irados deuses
anciões punirambrutalmente muitos deles pela sua traição. Existe mesmo uma persistente teoria de que algumdesses anciões mais
tarde foi moldado pelo desonesto Zathroth no primeiro demônio. Seja como for, todos os anciões falharamemviver de acordo com
as expectativas de seus criadores: umpor umeles foramsubjugados pelo inimigo, e as hordas ainda caminhavampelo mundo. Mas
os deuses anciões haviamaprendido comseus erros. Sua nova criação teria de ser bemapropriada para a tarefa. E eles os
chamaramde humanos.

Capítulo 6 - A Criação dos Humanos

Então veio a acontecer que os deuses anciões criaramBanor, o Guerreiro Divino. Ele foi o primeiro humano, e ainda que seus
criadores tenhamlhe dado poderes que nenhumoutro membro dessa raça jamais poderia igualar, ele já exibia muitas
características que claramente evidenciavam-no como humano. Desde esse dia ele é especialmente reverenciado como umidealde
cortesia e bravura por aqueles que se dedicama arte do combate corpo-a-corpo, porque ele era justo e bravo embatalha, e sua
destreza coma lamina é lendária até hoje. A lenda diz que os deuses tambémplanejavamcriar umirmão gêmeo para Banor, e esse
gêmeo controlaria incríveis poderes mágicos. Entretanto, dizemque Zathroth roubou este protótipo para criar dele o primeiro
demônio overlord. Qualquer que seja a verdade, o fato de que os humanos haviamadentrado o mundo de Tibia não podia mais ser
negligenciado. A despeito de suas muitas fraquezas eramuma raça brava e talentosa, e eles se adaptaramincrivelmente bemao
severo mundo ao qualos deuses os jogaram. Eles assumirama luta contra os morto-vivos e as várias outras desprezíveis criaturas
que vagavampelas terras, e logo as hordas perceberamque umnovo e poderoso inimigo havia se erguido.
Uma batalha feroz e sangrenta foi travada, mas Banor, umlíder bravo e perspicaz, liderou seu povo de vitória a vitória. Ainda
assim, esses triunfos eramfreqüentemente pagos compesados sacrifícios, e o totalde inimigos que os humanos tinhamde
enfrentar era esmagador. Os deuses fizeramtudo que podiampara ajudar sua nova raça campeã nessa luta. Uman introduziu a
raça nas artes arcanas da magia, e muitos humanos seguiramsua vocação para se tornar poderosos feiticeiros. Outros foram
instruídos por Crunor, o Senhor das Árvores, para aprender sobre os segredos da vida, e eles se tornaramdruidas e aprenderam
como curar seus irmãos feridos na guerra contra os impiedosos inimigos. De todos os humanos forameles que aprenderammais
sobre os segredos da vida, e de fato alguns deles ajudaramCrunor a criar muitas das criaturas que povoamTibia hoje. Mas muitas
de suas criações foramlogo varridas no curso do cruelconfronto. E a guerra continuava.
Banor estabeleceu uma forte base na terra, e ele consolidou seu governo fundando uma dinastia. Ele casou-se comKirana, a mais
nobre de todas as mulheres, e dela nasceu Elane, que por fimveio a ser mestra tanto na arte da luta a distância quanto na arte
arcana da magia, tornando-se assima primeira dos nobres paladinos. Desde esse dia a posição de líder de todos os paladinos pode
ser preenchida apenas por uma mulher, e essas que assimo fazeminvariavelmente adotamo nome honorário de Elane. Mais tarde
Elane lutou lado a lado comseu pai, porque Banor, que de fato era umsemideus, deveria viver por muitos séculos. Mas mesmo isto
não ajudou a virar a maré. Os guerreiros humanos triunfavamaonde quer que Banor os liderasse, mas então o poderoso campeão
da humanidade não poderia estar emtodo lugar, e os exércitos humanos que entravamembatalhas semele erammuito
freqüentemente subjugados pelas hordas negras.

Capítulo 7 - A Renovação de Tibia

Finalmente, Banor voltou-se para os deuses para que o ajudassem, e eles responderamas suas preces. Novamente foi o sempre
preparado Uman quemencontrou uma solução, uma solução que foi possívelporque ele havia feito uma descoberta surpreendente:
ele descobriu que alémde cada estrutura da existência haviamoutras dimensões, planos distantes nos quais cada deus ancião não
mantinha seus poderes. Entretanto, Uman encontrou ummodo de estabelecer uma conexão comesses planos alternativos de
existência, e depois de muitas experiências ele aprendeu que era possívelconjurar almas de criaturas vivas desses planos. Quando
chegavama Tibia essas almas podiamser moldadas na forma humana, formando os campeões de que a raça humana
desesperadamente precisava. Esta, então, foi a resposta aos problemas da humanidade, e foi colocado imediatamente empratica.
Os deuses implantaramumcerto número de portais mágicos emTibia, portais que logo ficaramconhecidos como Portais das Almas.
Por esses portais umfluxo constante de heróis veio ao mundo, guerreiros humanos que eramtanto habilidosos como bravos, e com
a ajuda desses campeões as abomináveis hordas foramlenta mas seguramente empurradas de volta. Ao finalparecia a ordem
poderia ser restaurada.
As coisas pareciammais radiantes para a raça humana do que fora por umlongo tempo. Os poderes aliados dos heróis e humanos
avançarammais e mais no território inimigo, e as hordas negras pareciampermanecer a margemda derrota total. Mas oh, deuses!
Esses que acreditaramque as antigas raças seriamagora varridas da face de Tibia foramumpouco precipitados, porque algo
inesperado aconteceu. Encarados pelo aparentemente esmagador poder dos exércitos humanos as antigas raças fizeramo que por
muito tempo fora impensável: eles assinaramuma trégua. Dragões, orcs, morto-vivos e todas essas outras raças que lutaramentre
si por tanto tempo subitamente pararamde atacar umas as outras e concentraram-se na guerra contra a raça humana. E então
veio a acontecer que novamente as coisas virarampara o pior. Mesmo que seus inimigos não confiassemo suficiente emcada um
dos outros para formar equivalente a uma aliança, o puro fato de pararemde lutar uns comos outros colocou a raça humana em
uma situação muito precária. Logo seus avanços hesitaram, e uma vez mais eles foramforçados a tomar a defensiva.
Os exércitos humanos decidiramrecolher-se para suas cidades fortificadas para recomeçar a guerra lá, mas novamente eles
fizeramuma surpreendente descoberta. Desta vez, a primeira vez registrada na história, os inimigos dos humanos não investiram
contra eles para continuar a luta. Muitos ficaramconfusos comisso, como se não fosse prontamente evidente o porquê de as
hordas agiremdesse modo. Uma teoria comumera de que as tensões e desconfianças mutuas entre as raças antigas era muito
forte para que combinassemsuas forças emuma campanha sustentável, e alguns até sustentavamque eles haviamcomeçado a
guerrear entre si uma vez mais. Outros sugeriramque as raças antigas haviamexaurido a si mesmas ao longo de muitas guerras,
enquanto outros ainda sugeriamque talvez umequilíbrio houvesse sido alcançado, umestado emque cada lado sentia que poderia
viver assim. Seja qualfor a razão, umperíodo de inquieta mas fundamentalmente estávelpaz seguiu-se, e assimé até este dia. Pela
primeira vez o problemático mundo teve umalívio da incessante carnificina que o assolou por muito tempo.
Os humanos aproveitaram-se bemdessa oportunidade. Sob a sábia orientação dos reis Thaianeses, que são descendentes diretos
de Banor, a raça esta vivendo uma era dourada. As artes e as ciências prosperam, e uma cidade próspera foi fundada. Para ser
sincero, a expansão humana encontrou uma resistência feroz, e de fato os destemidos heróis que ainda entramnesse mundo pelos
misteriosos Portais das Almas estão ocupados o bastante lutando comas ameaças constantes postadas por todos os tipos de
criaturas hostis. Mas por muito tempo a paz permaneceu, e sob essa proteção a raça humana finalmente se assentou como a
espécie dominante emTibia. Entretanto, existeminquietantes sinais de que essa gloriosa era pode estar lentamente chegando ao
fim. Pelos antigos inimigos nunca teremsido dominados, e agora parece que eles estão crescendo e crescendo impacientemente.
Os ferozes orcs estão agitados uma vez mais, atacando acampamentos humanos e algumas vezes mesmo cidades maiores em
ataques cruéis e bemcoordenados. Os morto-vivos começaramnovamente a andar pela terra, enraizando o medo no coração dos
vivos. Existematé mesmo desconcertantes relatórios de que terríveis dragões que estavamadormecidos por séculos estavam
novamente deixando seus covis escondidos para oprimir. Pior que tudo, os humanos, essa curiosa raça, começarama brigar contra
si mesmo, e mais de uma vez essas tensões levarama conflitos armados. No curso do tempo, alguns humanos até renunciaramo
governo dos deuses Thaianeses e fundaramsuas próprias cidades e impérios.
Pode ser que esta seja ainda outra das manobras pérfidas de Zathroth. É bem conhecido que seus mais diabólicos subordinados, os
horrendos demônios, estão à espreita nas sombras, aguardando sua vez. Quemsabe – talvez Tibia esteja a beira de uma outra
guerra cataclísmica, e umnovo crepúsculo irá cair sobre o mundo. Apenas o Destino conhece o que o futuro temguardado para
Tibia. Vamos todos ter esperanças e orar para que a união dos humanos não quebre justamente quando for mais necessária

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